Aprendeu a ler num átimo. Desde então passou a devorar livros. Ao se deparar com a palavra diálogo, estremeceu. O medo de pronunciar diabo o impediu de seguir adiante.
No ponto de ônibus, dois cristãos. Assento, apenas um. Ambos pensaram: “Ame o próximo como a si mesmo”. Um deles então disse: “Pode se sentar”. O outro prontamente respondeu: “Faço questão que você se sente”. O ônibus passou e eles passaram a eternidade oferecendo um ao outro o assento.
Ela vinha de longe, entoada pelo vento, multicolorida, serpenteando, rasgando o céu e causando fascínio nos olhos dos meninos. Um deles saiu em disparada e ali na frente, na esquina, foi esmagado pelo caminhão-pipa.
Andava sempre com a cabeça nas nuvens. Um dia, tropeçou em uma pedra e arrebentou o dedo. Além da dor, o sangue saltou-lhe aos olhos. Desde então, passou a andar com a cabeça nos pés.