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segunda-feira, 23 de julho de 2012

O filósofo

     Pouco lhe agradavam as entrevistas. As perguntas eram inúmeras, e as respostas, exíguas.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Participação em poemantologia


Editor: Carlos Emílio C. Lima

Organização das antologias: Carlos Emílio C. Lima, Cláudio Portella e Pipol.

Projeto gráfico: Augusto Oliviera e Carlos Emílio C. Lima.



Veja a lista completa dos poetas de todo o país incluídos naPoemantologia Portal Cronópios/Arraia PajéurBR:
BRUNO MOREIRA, EUNICE BOREAL, TOMAZ AMORIM IZABEL, ANDERSON PETRONI, MARCOS VINICIUS ALMEIDA, RENATA DE ANDRADE, ÂNGELA CASTELO BRANCO, NATHALIA RECH, OTAVIO RANZANI, ERYCK MAGALHÃES, VANESSA CAMPOS ROCHA, MÁRCIO ARAUJO, JOÃO NICODEMOS, NYDIA BONETTI, CLARICE LINDEN, WENDER MONTENEGRO, RAPHAEL BARROS ALVES, EMANUEL RÉGIS, ATHOS GUIOU, TALLES MACHADO HORTA, LUCAS DOS PASSOS, MARCELI ANDRESA BECKER, MARCELO DONATTI, FLÁVIA IRIARTE, CAROLINA CAETANO, WILSON TORRES NANINI, CHICO PASCOAL, GABRIELA MARCONDES, ISAÍAS FARIA, DARLAN M.CUNHA, GERSON CHAGAS, GRUPO POENOCINE: ARIANE ALVES DOS SANTOS, JONAS PEREIRA SANTOS, LUIS FELIPE DE LUCENA JUNIOR, MICHELL FERREIRA, PAULO SPOSATI ORTIZ E SIMONE SPILLBORGHS; MURYEL DE ZOPPA, ANA F., LÉO MACKELLENE, IVALDO RIBEIRO FILHO, DEMETRIOS GALVÃO, YLO BARROSO, MARCELO BITTENCOURT, RODRIGO VARGAS, REINALDO PIMENTA, CHICO SOMBRA, LUIZ VALADARES, KILITO TRINDADE, RENATA FLÁVIA, TITO DE ANDRÉA, CARLOS ALBERTO, TIAGO ALVES, ALUÍSIO MARTINS, AUGUSTO DE GUIMARAENS CAVALCANTI.

sábado, 7 de abril de 2012

Constituição


há textos que guardo com carinho

guardo-os em minha estante

guardo-os dentro de mim

levo-os comigo

para aonde for

eles constituem parte

do que sou



eu, parte carne

outra parte palavras

perambulo por aí

sexta-feira, 16 de março de 2012

Intelectual

O conhecimento petrificou todo o seu corpo. Nele, só o pensamento fluía.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O puro amor

- Pai, quando crescer quero ser careca igual a você.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Vento, mar e praia

          é   o   vento            
  que com a força da paixão
              empurra o mar
         que em ondas
      se entrega
à praia

domingo, 18 de dezembro de 2011

Efemeridade

sempre se está
prestes a.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Sem eufemismo

  - Agora já pode possuir a noiva.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Do verso verdadeiro



                                  Tudo que é poesia verdadeira ressoa Pessoa.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Vértice

Uns dizem orixá, outros santo
uns dizem catolicismo, outros candomblé
uns a chamam de Iemanjá, há quem a chame de Maria
uma dizem que é religião, a outra crendice
mas quem disse?


(Eryck Magalhães, Ecos e outros versos, 21)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Leva tempo



para que o amor de
                                        um
cruze o amor de
                            outro

às vezes
leva uma vida inteira
e eles          não
          se              cruzam

para os afortunados
eles já nascem entrelaçados


*poema selecionado para o Livro Prêmio Alt Fest, patrocinado pela Fliporto.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Aroma de amora



No interior,
facilmente se encontra pés de amora
e debaixo deles se namora.

Quando criança, no caminho de volta da escola
gostoso era comer amora,
colher amora...
ajudar as meninas a trepar nos galhos mais altos,
segurá-las pelas mãos...

Colocar amoras (as mais suculentas)
em suas bocas,
e observar o doce suco da fruta
tingir-lhes os lábios.

Chegar em casa de roupas manchadas
e ouvir as queixas de mamãe:
"suco de amora não sai da roupa"
e da memória.

(Eryck Magalhães, Ecos e outros versos, 57)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Lançamento do livro Pelas Periferias do Brasil-vol 5


                                      Eu e Oliveira, um dos autores da coletânea.

Convite


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Feliz dia das crianças


O pato indeciso
empata toda hora
com a linda patinha branca
ele não sabe se namora.

             ***

Nhoca
a minhoca dorminhoca
come nhoque
todo dia
nhoc nhoc
nhoc nhoc 
nhoc nhoc
que alegria!

domingo, 2 de outubro de 2011

Acerto de contas

|O Papa diz:
- Perdão.
O Pajé, de terço no pescoço, responde:
- Amém.

(Eryck Magalhães, Ecos e outros versos, 35)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Estátua

(Foto de Eryck Magalhães, Cemitério dos Passos, Guaratinguetá-SP)


Aquela estátua sempre estivera ali, imóvel, fria e cinza. Guardava dela uma vaga lembrança de infância, quando em dia de finados ia com meus pais visitar os falecidos entes da família. No entanto aquela foi a primeira vez que realmente a olhei, ou ela olhou para mim. Não havia ninguém por perto, o cemitério estava vazio. Apenas eu e ela. Aproximei-me um pouco e pude conferir seus contornos, os ombros curvados.  O cotovelo sobre uma das pernas servia de apoio para o braço que sustentava a mão cujos dedos, entrelaçados aos cabelos, amparavam a fronte. Em sua superfície, principalmente perto dos ombros, havia uma camada de musgo. Num ímpeto a toquei. Não sei se a intenção era a de confortá-la, acalmá-la ou até mesmo a de acariciá-la. Enfim, a toquei. O musgo que lhe cobria era como se fosse um manto de veludo, assim eu o senti com as pontas dos dedos. Por um momento, quase que senti seu tronco arfar como em um suspiro profundo. Um vento frio passou por mim. Ajustei meu casaco ao corpo e parti.
Assim como a mulher de Ló, não pude deixar de olhar para trás. Entretanto a estátua era ela. Não nego que tive vontade de ficar ali, imóvel, contemplando-a, mas o vento me soprou adiante. Carrego dela esta última imagem na retina. Às vezes, ela me aparece em sonhos dos quais não me recordo muito bem. Ela nunca fala, as vestes sempre as mesmas. Seus longos cabelos frente à face me impedem de admirar suas feições, mas sua energia me atrai feito imã. Sei que mais dia menos dia vou ter que voltar lá para visitá-la. Não sei quando. Hei de vê-la e, desta vez, contemplar seu semblante. O rosto, quero ao menos um esboço de sorriso, a tez de pétala de rosa branca, os olhos cintilantes.  Eu, o anjo e ela, Santa Teresa. De nós, o êxtase. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

Dessubstancialização

                         
                         A oca, outrora oca

                                hoje é oca

(Eryck Magalhães, Ecos e outros versos, 18)