Viu a poesia girando no carrossel de urubus no céu azul.
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sábado, 5 de outubro de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Taraxacum Officinalis
Como sementes de taraxacum
officinalis
que apesar de enraizadas a terra
- já que a ela todos pertencemos,
homens, animais e plantas -
estamos à mercê
do vento.
terça-feira, 23 de julho de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Um beijo
Deu-lhe um beijo,
não de adeus
mas de despedida.
E justamente por ter lhe dado
foi que o levou consigo
porque beijo é assim,
um pouco do outro
que carregamos em nós.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
O voo do poema
Escrevia poemas
e atirava-os pela janela
ao vento
para que ele os levasse aonde
quisesse
não concebia a ideia
de ver versos
- presos -
dentro de um livro.
Poesia aspira à liberdade
por isso a cada poema acabado
uma folha de papel voava pela
janela.
Nunca se importava
o poeta
onde o poema ia dar
ou quem iria lê-lo
ou até mesmo
se alguém iria lê-lo
talvez ficasse ali
no meio-fio
esquecido
até que uma chuva o levasse bueiro
a dentro
ou fosse atropelado por um carro
ou virasse bola na mão de uma
criança
papel higiênico nas mãos de um
mendigo
o que quer que fosse.
O mais importante era sempre o voo
do poema.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Entrevista concedida à TV Aparecida
Entrevista com o poeta Eryck Magalhães, concedida à TV Aparecida no programa Sabor de Vida. O autor fala de seu livro de estreia "Ecos e outros Versos" e, também, da premiação que recebeu da Academia Brasileira de Letras, por conta do concurso de microcontos realizado via twitter.
domingo, 14 de julho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
domingo, 28 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Pôr-do-sol em Paraty
Apesar da esplêndida paisagem
mar, montanhas e horizonte
- que prenderiam a atenção de qualquer um –
era aquele pequeno objeto retangular
que a apetecia
e que a havia transportado dali,
um livro.
quinta-feira, 28 de março de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
Poema no varal
Estendeu o poema no varal
para o poema sentir como é estar no mundo
para sentir o poema
sem lê-lo
poema-bandeira trepidando ao vento
preso e solto
ao mesmo tempo
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Entranhas
Pariu. Lindo bebê cheirando a sangue fresco, perfeito em todas as suas partes, a vida em sua plenitude. Para ela, o lindo bebê era apenas a extensão de um falo sem nome que, contra a sua vontade, penetrou-a com ímpetos de violência em uma noite sem lua, sem estrelas e sem amor.
Olhava para a criança mas não via criança, via apenas uma bola de fogo, a mesma que sentiu sair de dentro de si. O que restava do falo, finalmente fora do seu corpo. Deixou-o ali, no mato. Houvesse anjo da guarda, a história teria um final feliz.
sábado, 8 de dezembro de 2012
De coração partido
Despetalava a flor em busca de um bem-me-quer. Sua dor só não era maior do que a da própria flor que tinha, uma a uma, as pétalas arrancadas.
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