Vento que se preze não passava por ela sem se render as suas sinuosas curvas.
Seguidores
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
domingo, 21 de outubro de 2012
Pessoas
A estação Saint-Lazare - Claude Monet (1877)
São como objetos distantes
em movimento
nunca se sabe
se elas vem em nossa direção,
ou não.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Monarca
Ela era daquelas mulheres borboletas. Na infância, não passava de uma lagarta. Na adolescência, casulo. E de repente rompeu-se em esplendor, mulher feita. Quando tentei acariciá-la, bateu asas e voou.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Puxando o gatilho
Deu um tiro na cabeça. A presença e a onisciência de Deus levaram-no a cometer o ato atroz. Queria estar plenamente a sós.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
Puta feita
sua própria castidade, de Salvador Dalí, 1954.
Não precisava daquele corpo. Nunca precisou. Aliás, ele só havia lhe
trazido problemas. Para que tantas curvas? Atraía sem saber. Primeiro foi o pai
que lhe observava pelo buraco da fechadura durante o banho e, de noite, fazia
sempre questão de lhe por para dormir. O beijo de boa noite nunca vinha
sozinho. Depois, quando trabalhou em casa de família, foi a vez do marido da
patroa. Dava sempre um jeitinho de chegar em casa um pouco mais cedo, dizia
coisas e a comia com os olhos. Quando chovia, oferecia-se para levá-la em casa
de carro. Ela precisava do emprego, o pai, doente, não podia mais trabalhar. Contudo
seus pensamentos eram o oposto de seu corpo, neles não havia curvas. De quem a
culpa? Da natureza? De Deus? Queria ser virtuosa, mas suas virtudes se
desfaleciam em suas carnes. Não adiantava vestir roupas largas, qualquer
vestimenta lhe destacava as formas. Entregou os pontos. Perdeu para sua própria
carne, porque a carne predomina, a carne não é fraca, a carne é forte.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Todo poema
Todo poema
deveria ser escrito de vermelho
para saltar aos olhos dos que lêem.
Vermelho, mas não de sangue
vermelho apenas.
Poema é desabafo
aquilo que dentro do poeta não cabe mais
não é lamúria, sussurro ou suspiro,
é grito estertoroso de suicida
o leite que fervendo escorre leiteira afora
atingindo a chama
se juntando a ela
mas não a apaga
a alimenta.
Poema é ponta de faca furando barriga
o primeiro raio de sol que rasga a vista
dói, dói, incomoda
mas é sublime.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Participação em poemantologia
Editor: Carlos Emílio C. Lima
Organização das antologias: Carlos Emílio C. Lima, Cláudio Portella e Pipol.
Projeto gráfico: Augusto Oliviera e Carlos Emílio C. Lima.
Veja a lista completa dos poetas de todo o país incluídos naPoemantologia Portal Cronópios/Arraia PajéurBR:
BRUNO MOREIRA, EUNICE BOREAL, TOMAZ AMORIM IZABEL, ANDERSON PETRONI, MARCOS VINICIUS ALMEIDA, RENATA DE ANDRADE, ÂNGELA CASTELO BRANCO, NATHALIA RECH, OTAVIO RANZANI, ERYCK MAGALHÃES, VANESSA CAMPOS ROCHA, MÁRCIO ARAUJO, JOÃO NICODEMOS, NYDIA BONETTI, CLARICE LINDEN, WENDER MONTENEGRO, RAPHAEL BARROS ALVES, EMANUEL RÉGIS, ATHOS GUIOU, TALLES MACHADO HORTA, LUCAS DOS PASSOS, MARCELI ANDRESA BECKER, MARCELO DONATTI, FLÁVIA IRIARTE, CAROLINA CAETANO, WILSON TORRES NANINI, CHICO PASCOAL, GABRIELA MARCONDES, ISAÍAS FARIA, DARLAN M.CUNHA, GERSON CHAGAS, GRUPO POENOCINE: ARIANE ALVES DOS SANTOS, JONAS PEREIRA SANTOS, LUIS FELIPE DE LUCENA JUNIOR, MICHELL FERREIRA, PAULO SPOSATI ORTIZ E SIMONE SPILLBORGHS; MURYEL DE ZOPPA, ANA F., LÉO MACKELLENE, IVALDO RIBEIRO FILHO, DEMETRIOS GALVÃO, YLO BARROSO, MARCELO BITTENCOURT, RODRIGO VARGAS, REINALDO PIMENTA, CHICO SOMBRA, LUIZ VALADARES, KILITO TRINDADE, RENATA FLÁVIA, TITO DE ANDRÉA, CARLOS ALBERTO, TIAGO ALVES, ALUÍSIO MARTINS, AUGUSTO DE GUIMARAENS CAVALCANTI.
sábado, 7 de abril de 2012
Constituição
há textos que guardo com carinho
guardo-os em minha estante
guardo-os dentro de mim
levo-os comigo
para aonde for
eles constituem parte
do que sou
eu, parte carne
outra parte palavras
perambulo por aí
sexta-feira, 16 de março de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Vento, mar e praia
é o vento
que com a força da paixão
empurra o mar
que em ondas
se entrega
à praia
que com a força da paixão
empurra o mar
que em ondas
se entrega
à praia
domingo, 18 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Vértice
Uns dizem orixá, outros santo
uns dizem catolicismo, outros candomblé
uns a chamam de Iemanjá, há quem a chame de Maria
uma dizem que é religião, a outra crendice
mas quem disse?
(Eryck Magalhães, Ecos e outros versos, 21)
uns dizem catolicismo, outros candomblé
uns a chamam de Iemanjá, há quem a chame de Maria
uma dizem que é religião, a outra crendice
mas quem disse?
(Eryck Magalhães, Ecos e outros versos, 21)
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Leva tempo
para que o amor de
um
cruze o amor de
outro
às vezes
leva uma vida inteira
e eles não
se cruzam
para os afortunados
eles já nascem entrelaçados
*poema selecionado para o Livro Prêmio Alt Fest, patrocinado pela Fliporto.
Assinar:
Postagens (Atom)









